Menopausa

Uma questão de saúde que todas as mulheres terão que enfrentar é a menopausa. Para algumas, os sintomas são mais amenos, já para outras, os calores, a dificuldade para pegar no sono, dores de cabeça, nervosismo e a diminuição da libido impactam significativamente a rotina e a qualidade de vida. Tudo isso acontece devido à diminuição gradativa da produção de hormônios femininos. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a idade média em que a mulher brasileira chega à menopausa é de 48,1 anos e também que quanto antes ela menstrua, mais cedo entra na menopausa e maior é a frequência dos sintomas. O Dr. André Arruda, coordenador do Departamento de Ginecologia do Hospital Vera Cruz, esclarece informações sobre o tema de nossa quinta e última reportagem especial relacionada à saúde da mulher. Veja as orientações do especialista:   O que é? Menopausa é um evento fisiológico pelo qual todas as mulheres entre os 45 e 55 anos passam. Sua principal característica é a suspensão definitiva da menstruação. O período que antecede a menopausa é o climatério, uma fase de transição do período fértil para o não reprodutivo em que os ovários vão deixando de produzir os hormônios femininos estrogênio e progesterona.   Sintomas Ondas de calor, também chamadas de fogachos, insônia, sudorese noturna, ressecamento da pele e da vagina, irritabilidade, depressão, diminuição da libido e irregularidade no ciclo menstrual, são os principais sinais que aparecem no climatério. Já com a última menstruação e a chegada efetiva da menopausa, esses sintomas tendem a ser acentuados. “A maioria das mulheres sofre com os sintomas, mas há algumas pacientes que têm o privilégio de não ter incômodo algum nessa fase”, afirma Dr. André.   Diagnóstico Os exames clínicos feitos em consultórios pelo ginecologista e alguns exames laboratoriais de sangue, como o de dosagem do hormônio folículo estimulante (FSH), LH e estradiol, são os mecanismos para diagnosticar a menopausa.   Tratamento Há duas formas de tratamento para os períodos do climatério e da menopausa. Medicamentos naturais e fitoterápicos, atividade física regular e alimentação saudável são algumas alternativas para tratar apenas os sintomas. Já para as mulheres que são muito sintomáticas, geralmente é prescrito o tratamento com reposição hormonal, que consiste na suplementação dos hormônios que param de ser produzidos pelos ovários. Esse tratamento dura cerca de cinco anos e pode ser combinado com antidepressivos. Importante frisar que há estudos que indicam a probabilidade de a reposição hormonal aumentar o risco de câncer de mama, por isso a mamografia anual é fundamental. “Nem todas as pacientes podem usar a reposição hormonal. Quando há histórico familiar de câncer de mama, trombose e AVC, geralmente não é prescrito”, completa Dr. André.

A Depressão tem Prevenção e Tratamento

A batalha contra a tristeza  A depressão é uma doença cuja importância pode ser avaliada pelos inúmeros estudos científicos realizados em vários países. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a depressão atinge atualmente 4,4% da população mundial, sendo aproximadamente 5,8% de brasileiros (ou seja, 11,5 milhões de pessoas). A depressão pode, a partir de momentos de crise, tornar-se patológica ou acontecer em reação às situações de intenso sofrimento emocional. A instalação de uma forma ou outra é o que representará o sucesso ou o fracasso na elaboração de perdas significativas. O serviço de Psicologia do Hospital Vera Cruz tem como foco principal o atendimento psicológico direcionado aos pacientes e seus familiares, e é realizado de forma multidisciplinar – equipes médica, enfermagem, nutrição, serviço social, e fisioterapia motora e respiratória. Neste serviço há uma atenção especial à depressão, pois é evidente que seus sintomas podem ser agravados em uma internação hospitalar, ou ainda, podem ser iniciados dependendo da doença orgânica e do seu tratamento. Tanto o paciente pode desenvolver a doença, quanto seus familiares, principalmente em familiares de bebês, crianças, adultos com doenças crônicas ou em cuidados paliativos e nos casos de tratamentos mais invasivos. Dentre os sintomas mais comuns estão a tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, distúrbios do sono ou do apetite, bem como a sensação de cansaço e falta de concentração. Pode-se imaginar o que é sentir estes sintomas tão aflitivos junto a um diagnóstico de doença grave, do próprio paciente ou do ente querido. O atendimento psicológico prioriza o cuidado ético, acolhedor e afetivo. Visa o fortalecimento de recursos psíquicos com o objetivo de amparar o sofrimento, bem como os sentimentos de solidão, desamparo e angústia. Talvez seja possível pensar o cuidado oferecido pelo psicólogo como uma forte parceria, onde junto ao paciente trava-se uma intensa batalha, afim de tornar viável o enfrentamento e a elaboração deste estado, e a conquista do sentimento de esperança. A depressão tem prevenção e tratamento. Equipe de Psicologia – Hospital Vera Cruz Gabriel Banzato Gisele A. do P. Bazi Marina C. Verri  

Cuidados com a saúde para viagens longas

Na hora de escolher um destino atrativo para uma viagem de férias, muitas vezes são os locais distantes que acabam sendo os escolhidos. Quando se trata de deslocamentos de longa distância, alguns cuidados são fundamentais, afinal, os problemas de saúde durante as viagens aéreas demoradas são relativamente comuns, segundo Dr. Rafael Gavinhos, médico coordenador da UTI Cardiológica do Hospital Vera Cruz. “As alterações na cabine podem causar diversos reflexos em nosso organismo. A imobilidade prolongada é o principal fator que leva à trombose venosa profunda e à embolia pulmonar, mas há outros problemas bastante comuns nos voos longos”, diz. Ele afirma que os idosos são os mais afetados por já apresentarem comorbidades importantes, como doenças cardiovasculares e pulmonares, terem menor reserva funcional e serem mais propensos à desidratação. Para que a viagem seja prazerosa do começo ao fim, veja algumas dicas do especialista do HVC para que as longas horas de deslocamento não impactem negativamente a saúde.  Atitudes preventivas: Alguns cuidados fazem toda a diferença para evitar problemas circulatórios nos voos de longa distância. Veja o que precisa ser prioridade e o que deve ser evitado: – Não fumar antes de embarcar; – Beber bastante líquido durante a viagem; – Movimentar-se dentro do avião a cada duas horas para ativar a circulação das pernas; – Evitar roupas muito apertadas; – Evitar bebidas alcoólicas; – Evitar sedativos para não ficar em uma mesma posição durante muito tempo; – Usar meias compressoras; – E nos casos de pacientes que já apresentaram evento de tromboembolismo venoso ou se houver antecedente familiar, é recomendado procurar o médico antes de viajar para adequar as medidas preventivas. Check list para quem sofre com problemas cardiorrespiratórios: Os pacientes com doenças crônicas precisam de cuidados extras e devem seguir algumas recomendações: - Levar consigo o relatório das condições de saúde assinado pelo médico e um eletrocardiograma recente para facilitar o tratamento caso haja algum incidente; - Levar na bagagem de mão os medicamentos de uso habitual e ingeri-los conforme horário de costume, tendo atenção para a mudança de fuso horário; - Pacientes hipertensos devem evitar alimentação com excesso de sódio, bem como ingestão de bebida alcoólica e café; - Pacientes com doenças pulmonares obstrutivas crônicas devem ser avaliados pelo seu médico quanto à necessidade de oxigênio suplementar durante o voo.

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