05/11/2020

Você sabe o que é um Acidente Vascular Cerebral?

O diagnóstico ágil é fator determinante para que o paciente não tenha sequelas.

O QUE É AVC?

O AVC – Acidente Vascular Cerebral –, conhecido também como derrame cerebral, ocorre quando uma das artérias do cérebro sofre oclusão, ou seja, a região que deveria ser irrigada entra em processo de anóxia (ausência de oxigênio no sangue arterial). Com a falta oxigênio, muitas células morrem, ocasionando a morte dos neurônios. Essa é uma característica do acidente vascular cerebral isquêmico.

Existe também outro grupo de acidente vascular cerebral, denominado hemorrágico, que acontece quando uma artéria se rompe e o sangue escoado origina um hematoma ou coágulo.

OS SINTOMAS:

As manifestações do AVC são muito variadas e os sintomas surgem repentinamente. Uma vez sabendo quais são, dá para identificar o perigo iminente. O mais comum é a alteração motora, enfraquecimento, adormecimento e paralisação de braço ou perna de um lado do corpo e perda de força na face, o que pode causar desvio da boca para um lado.

É provável que o paciente sinta fraqueza muscular, falta de coordenação ao andar ou mesmo queda, alterações da visão ou a perda total da visão de um dos olhos e alterações na fala, percebidas pela dificuldade de articulação ou de expressão.

Podem ocorrer, ou não, dor de cabeça, vômito ou perda de consciência. Esses sintomas são mais comuns nos quadros hemorrágicos que nos isquêmicos.

O QUE FAZER:

A prevenção é a primeira atitude a ser tomada. Diante da menor suspeita do distúrbio, é imprescindível buscar ajuda médica especializada, que confirmará o diagnóstico e implementará as ações necessárias.

Quem presenciar alguém com sintomas de AVC precisa verificar se a pessoa está consciente e acionar o serviço de resgate imediatamente.

No caso de convulsão, a crise pode durar segundos ou minutos. O importante é evitar que a pessoa bata a cabeça. Para isso, é preciso usar um apoio como um pano ou uma blusa. Quando a convulsão parar, a cabeça deve ser colocada de lado para que a vítima respire melhor.

Perceber que está acontecendo um AVC é fundamental, porque cada minuto sem tratamento significa a morte de muitos neurônios e das conexões entre eles, o que origina sequelas.

A IMPORTÂNCIA DA AGILIDADE:

Todo AVC é uma emergência médica. Portanto, assim que chegar com a vítima ao hospital, avise que se trata de uma suspeita de derrame cerebral. O tratamento do AVC exige agilidade no diagnóstico.

Além do atendimento pelo socorrista, o paciente deverá ser avaliado pelo neurologista e realizar exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética de crânio).

Para algumas categorias de AVC, o prazo de tratamento é muito curto, às vezes, de algumas horas.

O DIAGNÓSTICO:

As chances da pessoa vítima de um derrame cerebral sair ilesa são grandes, pois os medicamentos e tratamentos estão cada vez mais eficientes. Como informação auxiliar, especialistas recomendam reconhecer os sinais, sintomas e saber o horário exato que eles começaram.

O primeiro atendimento e diagnóstico ágeis ainda são fatores determinantes para que não haja sequelas ou possível óbito.

A PREVENÇÃO:

A hipertensão arterial é a principal causa de AVC, seguida pelo diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de álcool.

Ao manter uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis, como uma caminhada diária, a cessação do fumo e do consumo de álcool, já é possível diminuir o risco de um AVC. Para completar a prevenção, é preciso controlar rigorosamente a hipertensão arterial e o nível de colesterol.

O TRATAMENTO:

O tratamento e a reabilitação do paciente irão depender das particularidades que envolvem cada caso.

Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar: fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

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