TUMOR BOARD: um passo para o tratamento oncológico personalizado

  Uma prática essencial na medicina moderna é o compartilhamento de informações entre os profissionais especialistas. O “Tumor Board” surgiu nesse contexto, tendo em vista a capacidade multidisciplinar de uma instituição com grande quantidade de profissionais voltados para o tratamento oncológico e o surgimento de encontros ou reuniões esporádicas com o objetivo de gerar debates sobre diversos casos. Independentemente da experiência de cada médico, ter uma diversidade de especialistas em um ambiente profissional capazes de opinar sobre o assunto pode gerar enormes benefícios para uma instituição de saúde e, em especial, para o paciente. Ao trabalhar em conjunto, a equipe pode avaliar todas as opções para aperfeiçoar a precisão no diagnóstico e a eficácia do tratamento oncológico. Isso pode representar mais rapidez na condução do tratamento, impacto no custo-efetividade e assertividade na tomada de decisão. Atualmente, é possível implementar essa linha de raciocínio coletivo utilizando as plataformas virtuais, que permitem inclusive a participação remota de profissionais de instituições internacionais e grandes centros oncológicos mundiais. Afinal, quem participa desses encontros? Diversas especialidades médicas podem compor esses participantes como Oncologia Clinica, Cirurgia Oncológica, Patologia, Radiologia Clinica, Radiologia Intervencionista, Medicina Nuclear, Radioterapia, Especialidades Cirúrgicas, Oncocardiologia e outros profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente oncológico (enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais). “Tumor Board” é uma estratégia inovadora que pode garantir a implantação de práticas de medicina de precisão nos serviços de saúde. A medicina de precisão é uma prática diferente dos moldes tradicionais de atendimento, que visa um tratamento individualizado que considera fatores genéticos, biológicos e influência dos meios externos, tornando a decisão terapêutica mais humanizada e completa. Ao tratar cada paciente como um ser individualizado, e não apenas parte de um sistema, a equipe deixa de considerar o diagnóstico como peça central do direcionamento do tratamento e o entende como mais um pedaço do quebra-cabeça que precisa ser montado para alcançar o bem-estar do paciente.   Dra. Camila Nassif Ferreira Brito Médica oncologista do grupo de Oncologia do Vera Cruz Hospital

Intolerância à Lactose

O QUE É INTOLERÂNCIA À LACTOSE? Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar do leite. A deficiência ocorre quando existe uma baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino, importante enzima do organismo responsável pela hidrólise da lactose, ou seja, quebra da lactose encontrada no leite e seus derivados em galactose e glucose para que possam ser absorvidas pelo organismo. Existem três tipos de deficiência de lactose: congênita ou genética, a mais rara, deficiência primária, que piora com o passar dos anos, e secundária, que decorre da SII – Síndrome do Intestino Irritável –, de diarreias, da doença de Crohn e da doença celíaca. Embora tenham sintomas parecidos, a alergia ao leite ocorre quando o organismo do alérgico reconhece as proteínas do leite como invasores e começa a aumentar a produção de anticorpos. Com isso, instala-se no corpo um processo alérgico, que pode apresentar uma série de sintomas. Este caso é o mais comum e também a maior causa de sangramento intestinal em crianças. OS SINTOMAS: Os sintomas variam de pessoa para pessoa e estão ligados à quantidade de lactose presente na dieta e ao grau de insuficiência da enzima lactase de cada indivíduo. Cerca de 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser percebida através de distensão abdominal, flatulência, cólica, diarreia, náusea e ardor anal. Se houver um mal-estar depois da ingestão de um copo de leite, isso não significa necessariamente uma intolerância à lactose. Mas, se o incômodo persistir em todas as vezes em que há ingestão de leite ou de qualquer laticínio, é necessário procurar um médico para investigar a suspeita. O QUE FAZER: O primeiro passo é passar por uma avaliação clínica para receber as orientações para seu nível de intolerância à lactose, se for esse o diagnóstico. Em caso positivo, é recomendada a exclusão da lactose para amenizar os sintomas. E, para suprir a necessidade diária de cálcio, indica-se a ingestão de folhas verdes, como couve, alface, brócolis, mostarda, aipo, repolho, abobrinha, erva-doce, feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço, cereais enriquecidos com cálcio e em alguns casos suplementação de cálcio. O TRATAMENTO: A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até ser identificada a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas. Esse procedimento tem como objetivo manter os níveis de cálcio no organismo, que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter a contribuição de cálcio, quando a quantidade de leite ingerida for insuficiente. As pessoas que desenvolveram a intolerância à lactose têm uma vida absolutamente normal, desde que sigam adequadamente as orientações médicas da dieta e do consumo de leite e derivados. A ORIENTAÇÃO DO HOSPITAL VERA CRUZ SOBRE A INTOLERÂNCIA À LACTOSE: Uma das maiores preocupações de pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação vem do leite e derivados. Portanto, na medida do possível, é importante manter uma dieta com ingestão de alimentos lácteos, respeitando a quantidade que seja tolerada pelo seu organismo. Além disso, a vitamina D possui papel fundamental na absorção do cálcio. E, mais uma vez, a primeira atitude diante dos sintomas citados é de procurar um médico para receber o diagnóstico correto e um nutricionista para auxiliá-lo na readequação de seus hábitos alimentares.

É importante saber o que é mito e o que é verdade sobre o infarto.

Tudo o que agora é importante você saber sobre o infarto. O QUE É O INFARTO? O infarto decorre da oclusão (fechamento) de uma ou mais artérias coronárias pela formação de um coágulo de sangue em cima de uma placa de gordura. Ele ocorre quando a membrana que recobre essa placa sofre uma fissura (fenda), permitindo que o colesterol e outras substâncias sejam expostos ao sangue, que entende aquilo como uma “hemorragia” e tenta bloqueá-la. Forma-se, assim, uma massa de coágulo sobre a placa, obstruindo o vaso por completo e impedindo a passagem do sangue. Com o bloqueio, as células musculares nutridas por essa artéria passam a sofrer com a falta de oxigênio e nutrientes e também pelo acúmulo de substâncias indesejadas, produzidas pelas próprias células. Esse fenômeno levará à morte do músculo cardíaco. OS SINTOMAS: Quem já teve um infarto saberá reconhecê-lo em uma segunda vez, isso porque os sintomas são muito evidentes. Mas quem nunca teve é importante estar alerta para identificar a ocorrência, tomar as medidas necessárias para os primeiros socorros e conhecer os tratamentos possíveis para esse tipo de acometimento. O sintoma mais comum é a dor no centro do peito em aperto, opressão ou queimação comumente associada a intenso suor frio, náusea e vômitos. Porém, nem sempre este quadro está presente, por isso é importante saber que existem outros sintomas relacionados ao infarto a fim de facilitar o reconhecimento do ataque cardíaco, além do diagnóstico e da definição do tratamento. São eles: falta de ar, azia, suor excessivo, dores na mandíbula, no pescoço, nos ombros e nos braços (principalmente no esquerdo) e tontura. A atenção deve ser redobrada para esses sinais do corpo, pois em alguns casos eles começam devagar, vêm e vão, e podem causar complicações se não identificados a tempo. O QUE FAZER: Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances do paciente superar o infarto sem grandes sequelas. As três primeiras horas são conhecidas como “Horas de Ouro”, pois quando tratado nesse período as chances de sequelas graves são muito pequenas. Entre a 3ª e a 6ª hora, os resultados também são muito bons. Da 6ª até a 12ª hora, as chances de um resultado ruim aumentam, porém, ainda assim é importante interromper o infarto neste período. E a partir da 12a hora, as chances de sucesso diminuem drasticamente. Quando os sinais forem detectados, a busca por socorro deve ser imediata, mas sem atropelos. Quem presenciar alguém com sintomas sugestivos de infarto em primeiro lugar deve tranquilizar a pessoa transmitindo segurança e conduzind0-a com passos cadenciados até um local fresco e confortável. É necessário transportá-la até o pronto-socorro mais próximo ou, imediatamente, acionar o serviço de resgate SAMU (telefone 192) seguindo as orientações dos profissionais paramédicos. O QUE NÃO FAZER: É importante frisar que não se deve oferecer nenhum medicamento específico porque não há a garantia de que se trata, de fato, de um infarto. Muitas pessoas têm uma ideia errônea de que, por exemplo, o medicamento Isordil interrompe o infarto. Não interrompe e muitas vezes pode até causar complicações. A IMPORTÂNCIA DA AGILIDADE: As chances de desobstrução da artéria entupida são grandes nos serviços de emergência dos hospitais quando o infartado é atendido prontamente por uma equipe médica especializada. As novas tecnologias têm permitido significativa redução da taxa de mortalidade por infarto, isso porque as técnicas são cada vez mais rápidas e precisas. O Hospital Vera Cruz dispõe de rígidos protocolos multidisciplinares para o atendimento imediato do paciente com dor torácica com o objetivo de agilizar o diagnóstico e, diante da confirmação, otimizar o tratamento do infarto do miocárdio minimizando sequelas e evitando ao máximo que o paciente chegue ao óbito. O DIAGNÓSTICO: O diagnóstico seguro só pode ser realizado por um médico. Um leigo pode, facilmente, confundir os sintomas de um infarto. Na dúvida, os sintomas do infarto descritos aqui, ao existirem, são motivos suficientes para procurar socorro médico imediato. A PREVENÇÃO: Muito já se sabe sobre a prevenção do infarto. O tema é amplamente discutido na mídia. Mas, basicamente, os fatores que concorrem e, portanto, podem levar ao infarto são: diabetes, hipertensão, angina, sedentarismo, obesidade, tabagismo, alcoolismo, falta de uma alimentação saudável e índices de colesterol alterados. Tudo isso sem entrarmos no mérito da hereditariedade ou de alguma particularidade do organismo da pessoa em apresentar uma prédisposição ao infarto. Entre os grupos com maiores chances de apresentar um infarto estão: homens com mais de 45 anos e mulheres com mais de 50. Embora em qualquer idade, mesmo que com menor incidência, o indivíduo possa sofrer um ataque. O TRATAMENTO: Cada caso é um caso, mas nos dias de hoje o procedimento mais usado é o cateterismo seguido de angioplastia coronária com stent que fragmenta e “aprisiona” o coágulo contra a parede do vaso junto com a placa de gordura, promovendo o restabelecimento da luz do vaso e do fluxo sanguíneo. Outra possibilidade é a utilização de medicamentos capazes de “dissolver” o coágulo, permitindo que o sangue volte a circular. Na década de 70 - quando os cuidados intensivos ao infarto agudo do miocárdio tiveram início com as unidades coronarianas - a chance de um paciente com infarto morrer era de 30%. Hoje, esse número não passa de 8%, o que demonstra o quanto a medicina, em particular a cardiologia, evoluiu.   A ORIENTAÇÃO DO HOSPITAL VERA CRUZ SOBRE O INFARTO: Depois do infarto, vida normal? Tudo vai depender da área, do tamanho e do tempo entre o início dos sintomas e a desobstrução da artéria. Quando o diagnóstico é feito tardiamente, a perda de músculo cardíaco pode ser muito grande, levando ao enfraquecimento do coração como “bomba” e se instalando o quadro de insuficiência cardíaca. A pessoa terá menor capacidade física para realizar trabalhos que antes executava sem dificuldade, podendo, em alguns casos, levar a sérias limitações. Todo paciente que passa por um infarto terá que ter um acompanhamento médico rigoroso para também graduar as capacidades e limitações físicas. Quem trata o problema mais precocemente terá sequelas menores e a vida voltará, após um período de reabilitação, ao seu estágio anterior. Atividades físicas aeróbicas são fortemente recomendadas para esses pacientes, porém, sempre sob orientação médica. Os medicamentos são aliados no tratamento da aterosclerose, doença progressiva e, por enquanto, sem cura. O ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina) tem a função de “refinar” o sangue, tornando-o menos suscetível à formação de coágulos plaquetários. Já as estatinas são medicamentos redutores de colesterol. Mesmo que o colesterol esteja dentro da normalidade, as estatinas reduzem a chance de morte naqueles que tiveram um infarto. Para quem tem hipertensão, os anti-hipertensivos e para os diabéticos, os antidiabéticos. A melhor prevenção é usar o bom senso para, ao ler tudo o que foi explicado aqui, fazer consultas periódicas ao seu cardiologista, levando em conta os fatores de risco e a idade. Uma pessoa que sobrevive a um infarto tem sua expectativa de vida reduzida em 9,2 anos em média. Portanto, cuidar do coração significa viver mais e melhor.

Você sabe o que é um Acidente Vascular Cerebral?

O diagnóstico ágil é fator determinante para que o paciente não tenha sequelas. O QUE É AVC? O AVC – Acidente Vascular Cerebral –, conhecido também como derrame cerebral, ocorre quando uma das artérias do cérebro sofre oclusão, ou seja, a região que deveria ser irrigada entra em processo de anóxia (ausência de oxigênio no sangue arterial). Com a falta oxigênio, muitas células morrem, ocasionando a morte dos neurônios. Essa é uma característica do acidente vascular cerebral isquêmico. Existe também outro grupo de acidente vascular cerebral, denominado hemorrágico, que acontece quando uma artéria se rompe e o sangue escoado origina um hematoma ou coágulo. OS SINTOMAS: As manifestações do AVC são muito variadas e os sintomas surgem repentinamente. Uma vez sabendo quais são, dá para identificar o perigo iminente. O mais comum é a alteração motora, enfraquecimento, adormecimento e paralisação de braço ou perna de um lado do corpo e perda de força na face, o que pode causar desvio da boca para um lado. É provável que o paciente sinta fraqueza muscular, falta de coordenação ao andar ou mesmo queda, alterações da visão ou a perda total da visão de um dos olhos e alterações na fala, percebidas pela dificuldade de articulação ou de expressão. Podem ocorrer, ou não, dor de cabeça, vômito ou perda de consciência. Esses sintomas são mais comuns nos quadros hemorrágicos que nos isquêmicos. O QUE FAZER: A prevenção é a primeira atitude a ser tomada. Diante da menor suspeita do distúrbio, é imprescindível buscar ajuda médica especializada, que confirmará o diagnóstico e implementará as ações necessárias. Quem presenciar alguém com sintomas de AVC precisa verificar se a pessoa está consciente e acionar o serviço de resgate imediatamente. No caso de convulsão, a crise pode durar segundos ou minutos. O importante é evitar que a pessoa bata a cabeça. Para isso, é preciso usar um apoio como um pano ou uma blusa. Quando a convulsão parar, a cabeça deve ser colocada de lado para que a vítima respire melhor. Perceber que está acontecendo um AVC é fundamental, porque cada minuto sem tratamento significa a morte de muitos neurônios e das conexões entre eles, o que origina sequelas. A IMPORTÂNCIA DA AGILIDADE: Todo AVC é uma emergência médica. Portanto, assim que chegar com a vítima ao hospital, avise que se trata de uma suspeita de derrame cerebral. O tratamento do AVC exige agilidade no diagnóstico. Além do atendimento pelo socorrista, o paciente deverá ser avaliado pelo neurologista e realizar exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética de crânio). Para algumas categorias de AVC, o prazo de tratamento é muito curto, às vezes, de algumas horas. O DIAGNÓSTICO: As chances da pessoa vítima de um derrame cerebral sair ilesa são grandes, pois os medicamentos e tratamentos estão cada vez mais eficientes. Como informação auxiliar, especialistas recomendam reconhecer os sinais, sintomas e saber o horário exato que eles começaram. O primeiro atendimento e diagnóstico ágeis ainda são fatores determinantes para que não haja sequelas ou possível óbito. A PREVENÇÃO: A hipertensão arterial é a principal causa de AVC, seguida pelo diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. Ao manter uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis, como uma caminhada diária, a cessação do fumo e do consumo de álcool, já é possível diminuir o risco de um AVC. Para completar a prevenção, é preciso controlar rigorosamente a hipertensão arterial e o nível de colesterol. O TRATAMENTO: O tratamento e a reabilitação do paciente irão depender das particularidades que envolvem cada caso. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar: fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

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