Alimentação e o sistema imune: os nutrientes essenciais para fortalecer a saúde! - Blog - Hospital Vera Cruz

06/05/2025

Alimentação e o sistema imune: os nutrientes essenciais para fortalecer a saúde!

Conheça nutrientes importantes para o bom funcionamento do sistema imune (e em quais alimentos você pode obtê-los) e o impacto que a alimentação tem na defesa do corpo.

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O sistema imune é uma das ‘máquinas’ mais fascinantes que conhecemos. Ele funciona em plena atividade 24 horas por dia, durante toda a nossa vida, coordenando uma rede extremamente complexa de células, tecidos e moléculas que trabalham em conjunto a fim de proteger o organismo de incessantes ‘ataques’ internos e externos.

Para cada uma dessas etapas funcionar, são necessários nutrientes específicos – e a maior parte deles nós obtemos pela alimentação.

Assim, alimentar-se bem garante não apenas a energia necessária para as atividades do dia a dia, mas também é um repositório de nutrientes fundamentais para o fortalecimento de nossos sistemas de defesa. Uma dieta variada, rica em cores, texturas e sabores, baseada majoritariamente em alimentos naturais e integrais, pode funcionar muito melhor do que qualquer “promessa de medicamento ou suplemento que aumente a imunidade”, prevenindo o surgimento de doenças e reduzindo o seu impacto caso elas surjam.

Uma dieta variada, rica em cores, texturas e sabores, baseada majoritariamente em alimentos naturais e integrais, pode funcionar muito melhor do que qualquer “promessa de medicamento ou suplemento que aumente a imunidade”

 

Nutrientes essenciais para o sistema imune

O uso de suplementos ou de uma dieta “imunomoduladora” que possua nutrientes específicos (como arginina, glutamina, cisteína, nucleotídeos, ácidos graxos, fibras e vitaminas, como A, C, e zinco) pode ter ação direta ou indireta no sistema imune.

Quer alguns exemplos de nutrientes que componham uma dieta imunomoduladora? Confira abaixo uma breve lista de nutrientes que podemos obter pela alimentação e que são fundamentais para o sistema de defesa do corpo.

  • Proteínas: mais conhecidas por seu papel na construção de músculos, as proteínas atuam de maneira abrangente em nossa saúde, inclusive na imunidade. São indispensáveis para a síntese de anticorpos e citocinas, moléculas que atuam na comunicação entre as células imunes e fortalecem a ação do sistema de defesa do corpo. Aliás, anticorpos são proteínas especiais, produzidas pelos linfócitos B e que agem como ‘marcadores’ que indicam ao sistema imune potenciais invasores.
  • A vitamina C é reconhecida há décadas por suas propriedades antioxidantes (as quais ajudam a prolongar a vida das células de defesa), assim como a capacidade de estimular a função de células fagocitárias e linfócitos. Ademais, ajuda a combater processos inflamatórios, que poderiam desencadear respostas imunes excessivas e danificar tecidos.
    • Os principais alimentos ricos em vitamina C são as frutas cítricas, como limão e laranja. Outros alimentos ricos nessa vitamina e fáceis de encontrar no mercado são tomate, brócolis, couve-flor e o morango.
  • A vitamina D, além de regular a absorção de cálcio, exerce influência direta sobre a atividade de células imunes, promovendo a produção de peptídeos antimicrobianos que atuam na destruição de patógenos.
    • A vitamina D é encontrada principalmente em produtos lácteos, como queijos e leite, assim como peixes (como o salmão) e em ovos.
  • A vitamina A, por sua vez, é fundamental para a manutenção das barreiras epiteliais que impedem a entrada de microrganismos nas células, contribuindo para uma resposta imune mais eficaz. Além disso, participa do processo de desenvolvimento de linfócitos T e B, assim como na produção de anticorpos.
    • Os alimentos “campeões” de vitamina A são fígado (especialmente o bovino) e óleo de fígado de bacalhau. Mas ela também é encontrada em boas quantidades no leite e seus derivados, em ovos e em vegetais como abóbora, couve, cenoura e espinafre.
  • Minerais como o zinco e o selênio também são vitais, pois participam de reações enzimáticas que modulam a resposta inflamatória e auxiliam na proliferação e diferenciação das células imunes.
    • Zinco é um mineral encontrado em boas quantidades em carnes (seja bovina, suína ou de frango). Para os vegetarianos, também pode ser consumido em sementes, como as de abóbora, gergelim, amendoim e castanhas. O selênio também pode ser encontrado em sementes, assim como em alimentos integrais (como arroz) e no feijão.
  • Compostos bioativos, como os polifenóis presentes em frutas, chás e no cacau, demonstram propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, contribuindo para a neutralização dos radicais livres e para a proteção das células imunes contra danos oxidativos.
    • No caso do cacau, vale lembrar que (infelizmente para muitos ‘chocólatras’!) chocolate não é remédio! Os benefícios à saúde são observados em quem consome chocolate com altos teores de cacau (acima de 70%), assim como o pó puro. Já entre os chás, os mais ricos em compostos bioativos são o chá verde e o preto.
  • Arginina: necessária para a integridade do sistema imunológico, precursora de prolina, poliaminas, da síntese do óxido nítrico, creatina e ureia. Atua como substrato para o metabolismo muscular e de nitrogênio.
  • Glutamina: combustível para linfócitos, enterócitos e células epiteliais. Mantém a função da barreia intestinal e é precursora da glutationa. Transportadora de nitrogênio. Estimula a síntese de nucleotídeos.
  • Nucleotídeos: modulam a função imunológica, melhoram a cicatrização intestinal e os efeitos tróficos no intestino, promovendo recuperação tecidual.
  • Ácidos graxos, ômega 3: atenuam a produção de prostaglandinas e prostaciclinas inflamatórias e reduzem a citotoxicidade das células inflamatórias. Reduzem a inflamação celular, inibido o transporte de células inflamatórias.

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Alimentação, microbiota e imunidade

Você sabia que existe uma correlação entre os microrganismos que vivem no trato gastrointestinal e o nosso sistema imune? Essa correlação, pode ser um dos fatores mais importantes para uma vida saudável e é um dos assuntos mais estudados e debatidos nos últimos anos por médicos e pesquisadores.

O sistema digestivo – em especial o intestino – é composto em grande parte por microrganismos, particularmente bactérias, de espécies diversas e que ajudam a processar os alimentos e os nutrientes. Esta é a chamada ‘microbiota intestinal’. Estima-se que cada pessoa tenha um conjunto de mais de 150 espécies diferentes de bactérias vivendo no trato gastrointestinal.

Para cuidar bem da microbiota, são muito comuns os suplementos prebióticos (basicamente, “alimentos” para as bactérias boas poderem se multiplicar) e os probióticos (que são as bactérias benéficas à saúde em si).

 

Confira o conceito científico de prebióticos e probióticos

 

PREBIÓTICOS

Os prebióticos são um grupo de nutrientes degradados pela microbiota intestinal. Sua relação com a saúde humana tem sido uma área de crescente interesse nos últimos anos. O consumo de prebióticos pode melhorar as funções imunológicas, aumentando a população de microrganismos protetores.

Os prebióticos podem alimentar a microbiota intestinal, e seus produtos de degradação são ácidos graxos de cadeia curta, liberados na circulação sanguínea. Com isso, afetam não apenas o trato gastrointestinal, mas também outros órgãos distantes.

Frutooligossacarídeos e galactooligossacarídeos são os dois importantes grupos de prebióticos com efeitos benéficos à saúde humana.

 

PROBIÓTICOS

O termo ‘probiótico’ foi definido em 2001 por uma Consulta de Especialistas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e da Organização Mundial da Saúde (FAO/OMS) . No ano seguinte, a FAO/OMS publicou Diretrizes para a Avaliação de Probióticos em Alimentos , escritas por um Grupo de Trabalho de Especialistas que se reuniu antes da reunião inaugural da ISAPP. Em 2013, a ISAPP convocou um Painel de Especialistas para revisar o termo ‘probiótico’ e a literatura que o cerca. O resultado foi uma publicação reiterando a definição, com pequenas alterações gramaticais: “Microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde do hospedeiro”. Esta é a definição científica amplamente aceita de probióticos em todo o mundo.

 

Diversos estudos têm demonstrado o quão importantes essas bactérias são para a saúde do corpo (encontre exemplos nas referências ao final do texto!). Mantê-las em equilíbrio ajuda a evitar a multiplicação de bactérias nocivas, vírus, fungos e demais microrganismos que podem levar a doenças ou reduzir a eficiência da digestão. Há evidências, inclusive, de que elas auxiliam no controle do peso e até mesmo em sintomas como depressão e ansiedade.

No caso do sistema imune, a ‘aliança’ fica bastante aparente. As bactérias da nossa microbiota ajudam a ‘treinar’ o sistema imune (especialmente durante os primeiros anos de vida), ‘ensinando’ às células de defesa do corpo quais antígenos são nocivos e quais podem ser tolerados. Em troca, o sistema imune “dá uma trégua” em sua eterna luta contra microrganismos invasores e permite que essas bactérias benéficas se multipliquem.

Hoje, há fortes evidências de que, em países desenvolvidos, nos quais a alimentação natural foi substituída pela industrializada e em que há ampla utilização de antibióticos, a aliança entre sistema imune e microbiota é prejudicada, o que pode explicar parte do aumento no número de casos de doenças autoimunes e inflamatórias, assim como de alergias, observados nestes locais (saiba mais nas referências).

Alimentar-se com base em alimentos diversos e naturais, com ampla variedade de vegetais, cereais e grãos integrais, favorece o sistema imune de forma direta, como vimos acima, e também de maneiras indiretas, trazendo nutrientes que beneficiam a nossa microbiota.

“Não podemos atribuir a um único alimento, suplemento ou pre/probiotico um superpoder na regeneração ou reparação do sistema imune. Vale lembrar que o sistema imune é complexo e multifatorial na sua formação basal, incluindo aspectos nutricionais, de hidratação, repouso, sol, descanso, bom sono (atingindo o sono rem (rapid eye movement)  em concordância e alinhamento com as questões emocionais”, afirma a nutricionista Ligia V. Carlos, do Hospital Vera Cruz.

 

LEVANDO ESSES ASPECTOS EM CONSIDERAÇÃO…

  • uma microbiota intestinal saudável auxilia na formação de barreiras que previnem a adesão e a invasão de patógenos;
  • a microbiota também favorece a absorção de nutrientes, contribuindo para um melhor aproveitamento dos alimentos;
  • além disso, auxilia também na regulação das respostas inflamatórias, contribuindo para o equilíbrio do sistema imune.

 

O que acontece quando a alimentação não é boa?

Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, açúcares refinados e gorduras trans podem desencadear processos inflamatórios crônicos e promover um desequilíbrio na produção de citocinas. O resultado disso é o comprometimento da resposta imune, havendo aumento na suscetibilidade a infecções e a doenças metabólica, entre diversos outros fatores.

Estudos já demonstram que esse tipo de dieta, ademais, reduz a variabilidade de bactérias na flora intestinal e favorece a proliferação de espécies menos benéficas à saúde. As consequências disso, como vimos, são sentidas em todo o organismo.

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Ao adotar uma dieta equilibrada, rica em vitaminas, minerais, proteínas, fibras e compostos bioativos como citados acima, cada indivíduo constrói as bases para um sistema imunológico mais eficaz e resiliente, capaz de enfrentar os desafios impostos por um ambiente repleto de patógenos e fatores de estresse. A nutrição vale tanto para o ‘nosso’ corpo quanto para os bilhões de bactérias benéficas que convivem conosco e nos ajudam a manter a saúde. Nossa saúde está muito pautada não somente em que comemos, mas sim em tudo o que absorvemos do que é ingerido.

A adoção de padrões alimentares saudáveis, priorizando alimentos frescos e minimamente processados, é um “prato cheio” para a saúde, sendo melhor (e bem mais barato!) do que muitos “remédios, suplementos e afins”: trata-se de uma (deliciosa) estratégia nutricional, terapêutica e de prevenção, que evita doenças e permite ter uma imunidade mais robusta. Que tal dar um pulinho no mercado e caprichar na variedade de vegetais e de alimentos naturais em sua próxima compra?  Sua saúde – tanto a presente quanto a futura – agradecem!

 

Para saber mais:

  • A relação entre alimentação e o sistema imune: Munteanu C, Schwartz B. The relationship between nutrition and the immune system. Front Nutr. 2022 Dec 8;9:1082500. doi: 10.3389/fnut.2022.1082500. PMID: 36570149; PMCID: PMC9772031. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9772031/
  • O papel da microbiota intestinal no sistema imune: Belkaid Y, Hand TW. Role of the microbiota in immunity and inflammation. Cell. 2014 Mar 27;157(1):121-41. doi: 10.1016/j.cell.2014.03.011. PMID: 24679531; PMCID: PMC4056765. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24679531/
  • Número de espécies de bactérias no trato gastrointestinal de cada pessoa: Rowland I et al., Gut microbiota functions: metabolism of nutrients and other food components. Eur J Nutr. 2017 Apr 9. doi: 10.1007/s00394-017-1445-8. p.2
  • Glenn G., Roberfroid M. Modulação dietética da microbiota colônica humana: Introdução ao conceito de prebióticos. J. Nutr. 1995;125:1401–1412. doi: 10.1093/jn/125.6.1401.[ DOI ] [ PubMed ]
  • Louis P., Flint HJ, Michel C. Microbiota do Corpo Humano. Springer; Basileia, Suíça: 2016. Como manipular a microbiota: Prebióticos; pp. 119–142.[ DOI ] [ PubMed ]

 

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11 de novembro

Intolerância à Lactose

O QUE É INTOLERÂNCIA À LACTOSE? Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar do leite. A deficiência ocorre quando existe uma baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino, importante enzima do organismo responsável pela hidrólise da lactose, ou seja, quebra da lactose encontrada no leite e seus derivados em galactose e glucose para que possam ser absorvidas pelo organismo. Existem três tipos de deficiência de lactose: congênita ou genética, a mais rara, deficiência primária, que piora com o passar dos anos, e secundária, que decorre da SII – Síndrome do Intestino Irritável –, de diarreias, da doença de Crohn e da doença celíaca. Embora tenham sintomas parecidos, a alergia ao leite ocorre quando o organismo do alérgico reconhece as proteínas do leite como invasores e começa a aumentar a produção de anticorpos. Com isso, instala-se no corpo um processo alérgico, que pode apresentar uma série de sintomas. Este caso é o mais comum e também a maior causa de sangramento intestinal em crianças. OS SINTOMAS: Os sintomas variam de pessoa para pessoa e estão ligados à quantidade de lactose presente na dieta e ao grau de insuficiência da enzima lactase de cada indivíduo. Cerca de 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser percebida através de distensão abdominal, flatulência, cólica, diarreia, náusea e ardor anal. Se houver um mal-estar depois da ingestão de um copo de leite, isso não significa necessariamente uma intolerância à lactose. Mas, se o incômodo persistir em todas as vezes em que há ingestão de leite ou de qualquer laticínio, é necessário procurar um médico para investigar a suspeita. O QUE FAZER: O primeiro passo é passar por uma avaliação clínica para receber as orientações para seu nível de intolerância à lactose, se for esse o diagnóstico. Em caso positivo, é recomendada a exclusão da lactose para amenizar os sintomas. E, para suprir a necessidade diária de cálcio, indica-se a ingestão de folhas verdes, como couve, alface, brócolis, mostarda, aipo, repolho, abobrinha, erva-doce, feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço, cereais enriquecidos com cálcio e em alguns casos suplementação de cálcio. O TRATAMENTO: A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até ser identificada a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas. Esse procedimento tem como objetivo manter os níveis de cálcio no organismo, que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter a contribuição de cálcio, quando a quantidade de leite ingerida for insuficiente. As pessoas que desenvolveram a intolerância à lactose têm uma vida absolutamente normal, desde que sigam adequadamente as orientações médicas da dieta e do consumo de leite e derivados. A ORIENTAÇÃO DO HOSPITAL VERA CRUZ SOBRE A INTOLERÂNCIA À LACTOSE: Uma das maiores preocupações de pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação vem do leite e derivados. Portanto, na medida do possível, é importante manter uma dieta com ingestão de alimentos lácteos, respeitando a quantidade que seja tolerada pelo seu organismo. Além disso, a vitamina D possui papel fundamental na absorção do cálcio. E, mais uma vez, a primeira atitude diante dos sintomas citados é de procurar um médico para receber o diagnóstico correto e um nutricionista para auxiliá-lo na readequação de seus hábitos alimentares.

03 de novembro

Vitaminas: tipos, funções, deficiência e doenças.

O QUE SÃO VITAMINAS? As vitaminas são compostos orgânicos presentes nos alimentos e indispensáveis para o funcionamento normal do nosso organismo. São essenciais para o crescimento e a reparação dos tecidos, vitais para o funcionamento dos órgãos e a produção das reações metabólicas específicas no meio celular. Além de pertencerem a um grupo de nutrientes orgânicos que promovem o bem-estar físico e mental, as vitaminas são fundamentais para que as pessoas possam manter o funcionamento normal e adequado do seu corpo por meio de uma alimentação balanceada. E, assim, suprir o organismo de todas as vitaminas necessárias para a saúde, de acordo com a forma de vida de cada um. CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE AS VITAMINAS: SUAS PROPRIEDADES, O QUE OCORRE NA CARÊNCIA E ONDE ELAS SE ENCONTRAM NA NATUREZA. VITAMINA C (hidrossolúvel): A vitamina C é essencial para a defesa do organismo, ajuda no combate às infecções e auxilia na formação dos tecidos, pois participa da constituição da parede celular de todas as células do corpo, como ossos, dentes e cartilagens. Também é muito importante no combate às hemorragias e no fortalecimento do sistema imunológico, pois auxilia na absorção do ferro. Os seres humanos não fabricam vitamina C. Então devemos ingerir diariamente alimentos ricos nessa vitamina. Por se tratar de uma vitamina antioxidante, tem a capacidade de proteger o organismo dos danos provocados pelo estresse oxidativo, ou seja, do excesso de radicais livres no organismo. Esse efeito em nosso corpo pode causar danos à nossa saúde, como a perda de elasticidade da pele, doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, arteriosclerose, lentidão mental, mal de Parkinson e mal de Alzheimer. Não é recomendado picar alimentos que contenham a vitamina C se não forem consumidos imediatamente, pois, em contato com o ar e a luz, esses oxidam, destruindo a propriedade vitamínica. A perda desta vitamina também ocorre ao cozinhar esses alimentos. Portanto, as verduras e os legumes ricos em vitamina C devem ser consumidos preferencialmente crus. CARÊNCIA DE VITAMINA C: A falta da vitamina C leva ao escorbuto, caracterizado pelo enfraquecimento geral, hemorragia, hálito fétido, sangramento das membranas gengivais e mucosas. Outros sintomas são feridas na pele, predisposição à gripe, bronquite e pneumonia. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA C: Frutas cítricas, como acerola, kiwi, laranja, limão, abacaxi, maracujá, caju, goiaba, manga, uva, tangerina, morango, mamão papaia, pimentão, rúcula, alho, cebola, repolho, espinafre, agrião, alface, cheiro-verde e salsinha. VITAMINA B1 (Tiamina) (hidrossolúvel): A vitamina B1 desempenha um importante papel no sistema nervoso, no sistema circulatório, nos músculos e no coração. Previne o envelhecimento, melhora a função cerebral, combate a depressão, a fadiga, além de auxiliar as células no metabolismo da glicose. CARÊNCIA DE VITAMINA B1: Pessoas com deficiência dessa vitamina apresentam cansaço, inapetência, perda de apetite e consequente perda de peso, insônia, irritabilidade, formigamento, prisão de ventre ou inchaço, confusão mental e fraqueza muscular. Em casos mais graves pode haver comprometimento do coração, lesão cerebral potencialmente irreversível,  síndrome de Wernicke-Korsakoff e beribéri. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B1: Alface-romana, espinafre, berinjela, cogumelo, feijão, nozes, atum, carne bovina e de aves, grãos de cereais integrais, como flocos de aveia, semente de girassol, linhaça, e levedura de cerveja. VITAMINA B2 (Riboflavina) (hidrossolúvel):  A Riboflavina é uma substância determinante para o crescimento, para o sistema respiratório, para os processos oxidativos e para a eliminação de radicais livres no organismo. Previne catarata, ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina. A vitamina B2 é importante também para a formação de células vermelhas no sangue e anticorpos. CARÊNCIA DE VITAMINA B2: A carência dessa vitamina provoca inflamações na boca, cansaço, sensibilidade visual, falta de energia, anemia, coceira e descamação da pele. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B2: Couve, brócolis, espinafre, repolho, agrião, ervilha, grãos integrais, soja, semente de girassol, ovo, leite e carnes. VITAMINA B3 (Nicotinamida) (hidrossolúvel): Essa vitamina está diretamente ligada à produção dos hormônios: estrogênio, progesterona, testosterona e insulina. Ela é importante no transporte de hidrogênio intracelular e é um dos nutrientes essenciais na geração de energia pelo organismo. Auxilia no funcionamento do cérebro, no bom humor, na saúde da pele, no sistema nervoso, no sistema imunológico e no sistema digestivo. Reduz triglicérides, colesterol, regula o açúcar no sangue e protege o corpo contra poluentes e toxinas. CARÊNCIA DE VITAMINA B3: A deficiência dessa vitamina provoca diarreia, falta de apetite, emagrecimento, fadiga, insônia, irritabilidade, depressão nervosa e dermatite. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B3: Levedura, carnes magras de bovinos e de aves, fígado, leite, cogumelos, castanha-do-pará, gema de ovo, cereais integrais, farelo de arroz, farelo de trigo, brócolis, espinafre, aspargo, cenoura, batata-doce, frutas secas, tomate e abacate. VITAMINA B5 (Ácido Pantotênico) (hidrossolúvel): A vitamina B5 é indispensável para todas as células do nosso corpo. Ajuda na formação de células vermelhas, na desintoxicação química e na construção de anticorpos, melhorando assim a imunidade. Previne o desgaste das cartilagens, além de reduzir colesterol e triglicérides. Auxilia na conversão das proteínas, açúcares e gorduras em energia e nas disfunções hormonais. CARÊNCIA DE VITAMINA B5: A carência dessa vitamina provoca insônia, cãibras nas pernas, sensação de ardência nos pés, doenças neurológicas, baixa produção de anticorpos e fadiga. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B5: Carne bovina e de aves, fígado, salmão, ovo, leite e derivados, ovário de peixes de água fria, geleia real, grãos integrais, lentilha, amendoim, levedura, brócolis, abacate e batata-doce. VITAMINA B6 (Piridoxina) (hidrossolúvel): Essa vitamina exerce um papel importante, pois reduz o risco de doenças cardíacas, ajuda na manutenção do sistema nervoso central e imunológico, previne anemia, aterosclerose e câncer. Atua também na redução de espasmos musculares e do colesterol, alivia sintomas da menopausa, enxaquecas e náuseas, é bom para a pele e melhora a visão. CARÊNCIA DE VITAMINA B6: A carência dessa vitamina pode provocar anemia, distúrbios nervosos (neuropatia), dermatite, fissuras nas laterais dos lábios, adormecimento e formigamento das mãos e dos pés. Em gestantes, a deficiência severa pode comprometer a capacidade mental do bebê. Sua falta pode causar convulsões em crianças pequenas e confusão mental nos adultos. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B6: Alimentos de origem animal (ave, peixe, carne de porco, vísceras, ovo e leite), cereais integrais, semente de girassol, soja, amendoim, feijão, banana, tomate, abacate, espinafre, aveia, gérmen de trigo, levedo de cerveja, nozes e batata-inglesa. VITAMINA B7/B8 (Biotina) (hidrossolúvel):  Atua no sistema nervoso como um sedativo natural. Promove o crescimento celular, a produção de ácidos graxos e a redução de açúcar no sangue. A vitamina B7/B8 alivia dores musculares e fortalece a pele, as unhas e os cabelos, prevenindo a calvície. CARÊNCIA DE VITAMINA B7/B8: A falta dessa vitamina pode causar dermatite, furúnculos, calvície, unhas quebradiças, conjuntivite, inflamações, perda de apetite, fraqueza, dores musculares, enjoos, fadiga, alucinações, níveis elevados de colesterol e anemia. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B7/B8: Levedura de cerveja, carne de aves, fígado, rins, gema de ovo, leite, iogurte, queijo, cogumelo, espinafre, couve-flor, ervilha, avelã, gérmen de trigo, laranja, melão, nozes e arroz integral. VITAMINA B9 (Ácido Fólico) (hidrossolúvel): A vitamina B9 é responsável pela manutenção dos sistemas imunológico, circulatório e nervoso. Atua na formação de proteínas e hemoglobina, prevenindo a anemia. É essencial na síntese de DNA, promove a saúde dos cabelos e da pele, ajuda a combater o primeiro infarto, câncer de mama e de cólon, além de diminuir o risco de aterosclerose (formação de placas de gorduras nas artérias). CARÊNCIA DE VITAMINA B9: A carência da vitamina B9 causa insônia, ulcerações na cavidade oral, anorexia, apatia, anemia, dificuldade de memorização, cefaleia, distúrbios digestivos, cansaço, falta de ar, problemas de crescimento e fraqueza. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B9: Carne, peixe, fígado, rins, levedura de cerveja, vegetais de folhas verdes, couve-flor, cereais integrais, leguminosas, amendoim e milho. VITAMINA B11 (Carnitina) (hidrossolúvel): Essa vitamina auxilia no crescimento e desenvolvimento do corpo, atua na manutenção do sistema nervoso e reduz os níveis de triglicérides e colesterol. Age levando as gorduras para dentro das células, produzindo energia, o que aumenta o consumo de gorduras e, dessa forma, proporciona uma função protetora do fígado. CARÊNCIA DE VITAMINA B11: A falta dessa vitamina pode causar cansaço, fraqueza muscular, confusão mental, manifestações cardíacas e insuficiência renal, que pode evoluir para lesão das células tubulares renais. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B11: Carne, peixe e laticínios. VITAMINA B12 (Cobalamina) (hidrossolúvel):  A vitamina B12 é importante para a formação do DNA, ajuda no crescimento e desenvolvimento do corpo e na saúde da pele. Seu consumo auxilia na síntese das células nervosas e na formação, integridade e maturação das células vermelhas. CARÊNCIA DE VITAMINA B12: A deficiência dessa vitamina pode causar anemias diversas, alteração neurológica, afta na boca, fadiga, fraqueza, constipação, perda de apetite, perda de peso, dificuldade de concentração, falha de memória, formigamento nas pernas, queimação na sola dos pés, dificuldade para andar, pele amarelada (icterícia), língua inchada e inflamada. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA B12: Fígado, rins, carne de porco, peixes de água fria (truta, salmão e atum), ostra, ovo, leite, queijo, manteiga e soja. VITAMINA A (lipossolúvel): A vitamina A é importante para a saúde da visão, dos cabelos, do sistema imunológico e da pele, pois auxilia na cicatrização, na textura dos ossos e na formação de colágeno. Ela é responsável pelo bom funcionamento de todos os tecidos do nosso corpo e, por ser uma vitamina antioxidante, ajuda na eliminação de radicais livres. CARÊNCIA DE VITAMINA A: Pode levar à ceratoconjuntivite ou a ulcerações nas córneas, que podem evoluir para necroses. Contribui para a formação de pele seca, unhas quebradiças e queda de cabelo. A falta dessa vitamina pode causar cegueira noturna. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA A: Beterraba, cenoura, batata-doce, fígado, rim, ovos, couve, espinafre, mamão e manga. VITAMINA D (lipossolúvel): A vitamina D é sintetizada no organismo através da exposição à luz solar. Ela é essencial para a saúde, pois facilita a absorção do cálcio, que influencia na formação e na firmeza dos ossos e dos dentes. Além disso, é obrigatória para a produção de insulina e manutenção do sistema imunológico, sendo funcional para o tratamento de doenças autoimunes. CARÊNCIA DE VITAMINA D: A falta dela aumenta o risco de problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe, resfriado e doenças autoimunes como a esclerose múltipla. Em mulheres grávidas aumenta o risco de aborto, favorece a pré-eclâmpsia e eleva as chances da criança ser portadora de Transtorno Autista. Para evitar a carência da vitamina D, é importante se expor ao sol de 15 a 20 minutos por dia com braços e pernas descobertos. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA D: Peixe (atum, salmão e sardinha), óleo de fígado de bacalhau, manteiga, nata, gema de ovo, carne bovina e fígado de vitela. VITAMINA E (lipossolúvel): A vitamina E funciona como um antioxidante, combate os radicais livres e reduz os riscos de doenças cardiovasculares e cerebrais como a arteriosclerose, condição degenerativa de endurecimento e espessamento das paredes arteriais que costuma provocar aumento da pressão arterial. Melhora a circulação sanguínea e o tempo de coagulação, reduzindo a possibilidade de doenças como câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer e catarata. Já para as gestantes, previne a pré-eclâmpsia. CARÊNCIA DE VITAMINA E: A deficiência dessa vitamina leva às alterações neurológicas, como a diminuição dos reflexos, da sensibilidade vibratória e do tempo de coagulação sanguínea, além de dificuldades visuais, doenças cardíacas, câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer e catarata. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA E: Verduras: alface, salsa, agrião, espinafre e couve; Oleaginosas: amêndoas, nozes, amendoim, avelã, castanha-do-pará e pistache; Óleos vegetais: óleos de cártamo, algodão, milho, soja, semente de açafrão e azeite de dendê; Demais fontes: ovos, gérmen de trigo, semente de girassol, soja, banana, manteiga, carnes, gergelim e linhaça. VITAMINA K (lipossolúvel): A vitamina K faz parte do processo de coagulação sanguínea. Ela auxilia na transformação das proteínas em substâncias que contribuem para a coagulação correta do sangue, proporcionando uma melhor cicatrização. Além de ajudar na fixação do cálcio nos ossos, auxilia na construção e na manutenção da estrutura de ossos e dentes. CARÊNCIA DE VITAMINA K: A falta de vitamina K causa alteração na coagulação sanguínea, ou seja, sangramento difícil de estancar, que pode levar a uma hemorragia. Esse sangramento pode ocorrer através da pele, do nariz, por uma pequena ferida ou, o mais grave, no estômago. Também é possível ocorrer presença de sangue na urina ou nas fezes. O uso de medicamentos anticoagulantes pode, da mesma forma, acarretar a deficiência de vitamina K. ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA K: Couve, couve-de-bruxelas, brócolis, salsa, espinafre, couve-flor, acelga, alface, cenoura, aspargo, pepino, ovo, farelo de trigo, soja e óleo de canola. A ORIENTAÇÃO DO HOSPITAL VERA CRUZ SOBRE AS VITAMINAS: Existem duas categorias de vitaminas: as hidrossolúveis e as lipossolúveis, que se classificam de acordo com a substância que as dissolve. As vitaminas lipossolúveis são substâncias orgânicas solúveis em gordura. Essas vitaminas não são facilmente eliminadas pelo organismo e, por isso, tendem a se acumular, provocando intoxicação se ingeridas em excesso. As vitaminas hidrossolúveis são substâncias orgânicas solúveis em água. Esse tipo de vitamina não é armazenado pelo organismo em grandes quantidades. Em um pequeno espaço de tempo, essas são eliminadas pela urina. Por essa razão, devem ser ingeridas diariamente através da alimentação. SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS SÃO INDICADOS? Todas as vitaminas que necessitamos se encontram disponíveis na natureza, ou seja, nos alimentos. Por isso, a importância de se manter uma alimentação balanceada. Se, nas refeições, damos prioridade para porções adequadas de frutas, legumes, hortaliças, carnes, grãos, dificilmente nosso organismo necessitará de complementos encontrados nas farmácias. Muitas vezes, o excesso de vitaminas obtido por comprimidos ou líquidos industrializados favorece o aparecimento de efeitos colaterais. Esses efeitos podem comprometer perigosa e definitivamente órgãos vitais do nosso corpo, como fígado, rins e coração. A análise contempla idade, histórico familiar de saúde, nível de stress, profissão, qualidade de vida (alimentação, sono, recreação), estado emocional e vícios. IMPORTANTE: também no campo das vitaminas, a automedicação é um perigo e só médicos ou nutricionistas poderão indicar o melhor complemento vitamínico, se for o caso. E cada caso é um caso.

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