Depressão, ansiedade, stress, solidão: os efeitos da pandemia da COVID-19 na saúde mental da população - Blog - Hospital Vera Cruz

27/10/2022

Depressão, ansiedade, stress, solidão: os efeitos da pandemia da COVID-19 na saúde mental da população

Como está a sua saúde mental? Sente-se com ansiedade? Novo estudo indica que os efeitos psicológicos da pandemia continuam presentes. O que fazer para conseguir alívio e serenidade no dia a dia?

 

No dia 10 deste mês, celebrou-se o Dia Mundial da Saúde Mental. A data, criada no início dos anos 1990, serve de alerta para governos e sociedade sobre o seguinte fato: a saúde somente está completa quando ela envolve também o bem-estar mental. Ou, conforme explica a Organização Mundial da Saúde (OMS)…

“saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”

 

A data é especialmente importante após a pandemia da COVID-19. Apesar do número de casos da doença ter começado a diminuir substancialmente em 2021, foi somente em 2022 que muitas pessoas puderam finalmente respirar mais aliviadas e considerar que os maiores perigos já haviam passado. As restrições diminuíram. A vida parecia que voltava ao normal. Apesar disso, os efeitos psicológicos destes últimos 02 anos continuam fortes e presentes. Para ajudar a entender o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas, vale a pena analisar os dados de um novo estudo, publicado agora em outubro no periódico científico ‘Journal of Affective Disorders‘ [1]. Analisamos os principais resultados a seguir.

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Pandemia do coronavírus e a saúde mental

A pandemia da COVID-19 não foi fácil. Além dos enormes problemas de saúde causados pelo novo coronavírus, as pessoas tiveram que se preocupar com diversas novas e complexas questões econômicas e sociais, de alto impacto no bem-estar e no equilíbrio mental, como por exemplo:

  • quarentenas,
  • fechamento de comércio e de negócios,
  • fechamento de escolas e instituições de ensino,
  • impossibilidade de trabalho fora de casa,
  • impossibilidade de viajar,
  • distanciamento social,
  • isolamento,
  • hospitais e serviços de saúde lotados,
  • insegurança financeira,
  • insegurança com relação ao emprego,
  • problemas econômicos locais, nacionais e internacionais,
  • risco de contaminar parentes e amigos, dentre outros.

 

O resultado de tanta pressão foi um aumento dramático de diagnósticos de transtornos psicológicos nos últimos anos, observado em todos os continentes. Em especial, os casos de depressão e de ansiedade dispararam – estima-se um aumento de cerca de 25% no número de casos em todo o mundo -, acompanhados de outros problemas como estresse psicológico, insônia e estresse pós-traumático.

De acordo com a OMS [2], atualmente cerca de 20% das crianças e dos adolescentes convivem com algum problema de saúde mental. Para se ter uma ideia, as ideações de suicídio são a 2ª maior causa de mortes na faixa etária dos 15 aos 29 anos.

 

Estudo encontra picos de ansiedade e depressão no mundo

Com base em uma meta-análise de quase 400 artigos científicos publicados nos últimos 02 anos, que entrevistaram mais de 170 mil pessoas em todo o mundo, os autores do novo estudo analisaram os efeitos psicológicos da pandemia em populações de diversos países e encontraram padrões que podem ajudar a determinar políticas de saúde direcionadas a tratar estas questões.

Os dados mostram que os casos de ansiedade e de depressão atingiram o pico em maio de 2020, época ainda ‘inicial’ da pandemia, em que não havia vacinas prontas e pairava no horizonte mais dúvidas do que certezas sobre a doença (sem contar o número de mortes pela COVID, altíssimo à época). Os casos foram diminuindo ao longo do ano e de 2021, mas ainda hoje se mantêm mais altos do que no início da pandemia.

Em termos globais, é interessante notar diferenças regionais nos resultados. Dentre os problemas de saúde mental analisados pelo estudo, as maiores taxas de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e solidão foram observadas em pessoas na América do Norte. A prevalência de estresse psicológico foi maior na América Latina (dados do Brasil foram incluídos no estudo), e de insônia na Europa.

 

SER MULHER DURANTE A PANDEMIA

Dados globais mostram que as mulheres sofreram mais psicologicamente nos últimos anos, com taxas mais altas de ansiedade e depressão, do que os homens. Isso pode estar relacionado ao fato de que, durante a pandemia, as mulheres foram mais susceptíveis à perda de emprego, a serem obrigadas a deixar o trabalho para cuidar de parentes/filhos (ou manter o trabalho e também cuidar de parentes e filhos que estavam doentes ou não podiam ir à escola), à exaustão por quantidade de tarefas profissionais ou em casa, dentre outros fatores.

 

Blog Hospital Vera Cruz - Saude mental - mulher relaxando e superando a ansiedade

O que explica a prevalência destes problemas de saúde estar alta até hoje? Uma possível interpretação dos resultados é a de que as sucessivas ‘ondas’ de COVID-19 nos últimos anos tiveram um efeito psicológico severo na população. Afinal, quando os números de infecções e de mortes pela doença pareciam que estavam melhorando, surgia uma nova variante perigosa (como a ômicron), ocorria novo pico de casos, e o estresse se intensificava. Além disso, é claro, a doença continua afetando milhares de pessoas, e quem sofreu os sintomas da doença, ou teve que cuidar de alguém que se contaminou com o vírus, bem sabe o quão difícil foi (e é) lidar com a COVID.

Em vista deste cenário, é hora de agir. Os pesquisadores indicam que os sistemas de saúde precisam estar atentos para esta nova realidade e levar em consideração que os efeitos psicológicos da pandemia possivelmente perdurarão ainda por alguns anos. Condições mentais tem um efeito substancial em todas as áreas da vida, como na performance escolar ou no trabalho, no relacionamento com a família, colegas e amigos, além de comprometer a capacidade de convivência saudável em sociedade. A OMS estima que os efeitos da depressão e da ansiedade custam mais de 1 trilhão de dólares anuais à economia mundial. Apesar disso, governos investem menos de 2% do orçamento de Saúde para a saúde mental. Isso precisa mudar.

 

O que você pode fazer para reduzir a ansiedade e melhorar a saúde mental?

Uma das dicas mais importantes é conversar com um profissional sempre que perceber que a saúde mental esteja causando prejuízos em todas as esferas da vida, ou seja, no âmbito bio-psico, social e espiritual. Isso porque o profissional poderá te ajudar a compreender quais são as principais fontes de ansiedade, preocupação ou traumas em sua vida. Identificando-as, é possível trabalhar sobre cada uma delas, encontrando soluções para as dificuldades e caminhos para que os problemas possam ser resolvidos, deixando de ser apenas pesos psicológicos.

Outra dica fundamental é separar um tempo ‘para você’ todos os dias, livre de distrações ou de atividades que possam causar estresse. Para muitas pessoas, um tempo ‘analógico’, longe de telas, redes sociais e serviços de streaming, já ajuda a diminuir os níveis de ansiedade e permite focar em atividades mais prazerosas. Nesse ‘tempo para você’, vale a pena também investir em exercícios físicos – inúmeros estudos já comprovaram que mesmo os exercícios mais leves, como caminhadas, ajudam a melhorar o humor, a saúde mental e do corpo como um todo, com efeitos prolongados.

Blog Hospital Vera Cruz - Saude mental - tempo pessoal

Por fim, uma dica importantíssima, mas que poucas pessoas dão valor ultimamente: tenha uma boa noite de sono. Neste ponto, também há inúmeros estudos científicos demonstrando o quão importante é dormir bem para a saúde do corpo e da mente. Noites bem dormidas ajudam desde o sistema imune a funcionar melhor até o cérebro a reter e processar mais efetivamente informações. Os efeitos positivos de médio e longo prazo de uma rotina de, ao menos, 06 a 07 horas diárias de sono, são impactantes, assim como os efeitos negativos de poucas horas de sono por noite. Antes de dormir, evite telas, refeições substanciais, atividades estressantes ou muito agitadas. Considere a hora de dormir como ‘sagrada’, reservando o devido tempo para o sono todos os dias

 

 

Os últimos anos não têm sido fáceis. E, certamente, novos desafios surgirão no futuro. Estar preparado para eles nem sempre é possível, mas é importante lembrar que a saúde do corpo e a saúde da mente andam sempre juntas, e ambas precisam ser tratadas com o mesmo carinho.

 

Para saber mais:

  1. Jude Mary Cénat, Seyed Mohammad Mahdi Moshirian Farahi, Rose Darly Dalexis, Wina Paul Darius, Farid Mansoub Bekarkhanechi, Hannah Poisson, Cathy Broussard, Gloria Ukwu, Emmanuelle Auguste, Duy Dat Nguyen, Ghizlène Sehabi, Sarah Elizabeth Furyk, Andi Phaelle Gedeon, Olivia Onesi, Aya Mesbahi El Aouame, Samiyah Noor Khodabocus, Muhammad S. Shah, Patrick R. Labelle. The global evolution of mental health problems during the COVID-19 pandemic: A systematic review and meta-analysis of longitudinal studies. Journal of Affective Disorders, Volume 315, 2022, Pages 70-95, ISSN 0165-0327. https://doi.org/10.1016/j.jad.2022.07.011.
  2. https://www.who.int/health-topics/mental-health
  3. OMS: World mental health report: Transforming mental health for all (https://www.who.int/publications/i/item/9789240049338)
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18 de junho

Nossos hospitais foram certificados com o selo de Excelência em boas práticas no enfrentamento da Covid-19

O Vera Cruz Hospital e o Vera Cruz Casa de Saúde receberam esse mês a Certificação com Excelência em Boas Práticas Preventivas para o Enfrentamento do Coronavírus, em reconhecimento por suas condutas no enfrentamento do novo coronavírus, atestando, assim, que a instituição possui ambiente seguro e segue padrões nacionais e internacionais estabelecidos em manuais da certificação. De acordo com a gerente de Qualidade e Segurança do Paciente, Claudia Maria Figueiredo Matias, o Selo em nível de excelência constata e valida a adoção de boas práticas, fluxos e protocolos específicos para oferecer ambiente seguro a todos os pacientes, acompanhantes e pessoas que passam em nossos hospitais, assim como também aos nossos profissionais e prestadores de serviços. Para conceder o selo Covid Free Excelente, o Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (IBES) realizou um minucioso processo de análise dos hospitais Vera Cruz e Vera Cruz Casa de Saúde, que compreendeu duas etapas: diagnóstico e certificação. Foram avaliados 115 itens, em diversos setores, todos em conformidade com o que preconiza o Manual de Boas Práticas Preventivas para o Enfrentamento do Coronavírus, desenvolvido pelo Comitê Científico do IBES, composto por profissionais especializados no sistema de saúde, baseado em referências científicas mundiais adaptadas à realidade brasileira, explica a enfermeira de Qualidade de Segurança do Paciente, Beatriz Kaori Fujimoto. Entre muitos itens, foram avaliados distanciamento físico, higiene e limpeza, equipamentos de proteção, monitoramento de saúde, deveres e direitos dos colaboradores, treinamentos, comunicação e planos de emergência. A certificação é mais uma forma de levar confiança a todos aqueles que terão contato com o ambiente hospitalar, fazendo com que se sintam acolhidos e protegidos nas dependências das nossas unidades. Nós, do Vera Cruz Casa de Saúde, vivenciamos, diariamente, a batalha contra a Covid-19, por isso, esse certificado veio para validar o nosso trabalho, empenho e dedicação. Todas as nossas ações de melhorias foram planejadas para oferecer o melhor atendimento aos pacientes e seus familiares e aos nossos profissionais. Estamos muito contentes, já que essa também é a primeira certificação da instituição desde que o Vera Cruz assumiu a unidade, comemora Ludmila Ester Miranda Soares, enfermeira de Qualidade e Segurança do Paciente.

02 de junho

Acretismo placentário: saiba o que é

O acretismo placentário é uma condição caracterizada pela invasão anormal do tecido placentário além da camada superficial interna do útero, chamada decídua. Esta condição está fortemente associada ao antecedente de cesáreas prévias e à inserção baixa da placenta, chamada placenta prévia. Quanto maior o número de cesáreas prévias, maior o risco de placenta prévia e consequentemente maior o risco de acretismo placentário. Com o aumento do número de cesáreas realizadas, a incidência de acretismo aumentou mais de 20 vezes nos últimos anos e hoje está em torno de uma a cada 2.500 partos. A profundidade da invasão da parede uterina caracteriza a gravidade da doença, sendo a placenta acreta ou acreta vera aquela que se insere profundamente na decídua, a placenta increta a que se insere na musculatura uterina (miométrio) e a placenta percreta a que atravessa a musculatura e se insere na camada mais externa chamada serosa ou até mesmo invade os órgãos adjacentes, o mais comum sendo a bexiga. O acretismo está associado a graves hemorragias no momento do parto, em particular se houver esforços para tentar retirar a placenta. Como o fluxo sanguíneo que chega ao útero é de cerca de meio litro por minuto, o volume de sangue perdido é imenso e muito rápido, o que pode levar a paciente ao choque e até mesmo ao óbito. Portanto, suspeitar do diagnóstico antes do parto é fundamental. Mulheres com cesáreas anteriores e placenta prévia devem ser investigadas pela ultrassonografia pré-natal, com profissional experiente. O diagnóstico ultrassonográfico, complementado pela ressonância magnética, antes do parto, permite que a gestante seja encaminhada a um centro especializado no tratamento cirúrgico desta grave condição. O Instituto de Medicina Materno-Fetal, em parceria com o Hospital Vera Cruz, possui um time especializado, chefiado pelo Dr. Marcelo Luís Nomura com experiência nas cirurgias do acretismo placentário, envolvendo uma equipe multidisciplinar, composta por um especialista em medicina materno-fetal (Dr. Marcelo Luís Nomura), um ultrassonografista (Dr. Kleber Cursino de Andrade), um cirurgião vascular (Dr. Lucas Marcelo Dias Freire), um cirurgião oncológico (Dr. Carlos Eduardo Godoy Junior), um radiologista (Dr. Marcos Marins), um urologista (Dr. Sandro Mendonça de Faria), um anestesista (Dr. Gabriel José Redondano de Oliveira) e uma psicóloga (Dra. Carolina Machado de Godoy). Mais recentemente, tem sido proposta a embolização seletiva das artérias uterinas, procedimento realizado pelo cirurgião especializado em cirurgia endovascular, que tem mudado o prognóstico e os resultados cirúrgicos, prevenindo com eficácia as hemorragias severas e reduzindo as complicações maternas substancialmente. Recentemente, a primeira cirurgia desse tipo em hospital privado na cidade de Campinas foi realizada pela equipe do Instituto de Medicina Materno-Fetal no Hospital Vera Cruz, com excelente resultado e mãe e bebê saudáveis em casa. Dr. Marcelo Luís Nomura Instituto de Medicina Materno-Fetal www.immf.med.br Os textos publicados no website do Hospital Vera Cruz são devidamente assinados e seu autor assume a total e plena responsabilidade pelo conteúdo e fontes de informação. O Hospital Vera Cruz não entra no mérito das matérias assinadas e este website é apenas e tão somente um veículo de comunicação. Matérias assinadas, portanto, não refletem necessariamente a opinião do hospital. 1. Angiografia digital da artéria ilíaca interna e uterina esquerda pré-embolização 2. Angiografia digital da artéria ilíaca interna e uterina direita pré-embolização 3. Angiografia digital da artéria ilíaca interna e uterina esquerda pós-embolização com balão 4. Angiografia digital da artéria ilíaca interna e uterina esquerda pós-embolização com balão 5. Ressonância magnética da pélvis, corte sagital, demonstrando área de invasão da parede uterina e abdominal (seta) 6. Ressonância magnética da pélvis, corte axial, demonstrando área de invasão da parede abdominal (seta) 7. Ultrassonografia com Doppler mostrando componente vascular placentário invadindo a parede uterina e abdominal

24 de maio

Conheça as Diferenças entre Resfriado e Gripe

No inverno, o frio e a oscilação de temperatura em diferentes períodos do dia, aliado ao fato de que a umidade do ar fica baixa devido à falta de chuva, algumas doenças são mais propensas a aparecer, como é o caso do resfriado e da gripe. Porém, há diferenças entre elas. A infectologista Dra. Vera Marcia de Souza Lima Rufeisen, coordenadora médica do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Vera Cruz, explica que ambas são infecções respiratórias transmitidas através de contato interpessoal, contato com gotículas provenientes de tosse e espirro ou através das mãos que levam os vírus até a boca e o nariz. “Embora elas comecem da mesma forma, com coriza, espirros e tosse, a gripe habitualmente apresenta sintomas mais intensos, como febre e prostração”, esclarece. Saiba mais sobre as características das duas doenças e previna-se! Resfriado: - São causados por outros vírus como Adenovírus, Rhinovírus e Parainfluenzae, entre outros; - São mais leves e raramente provocam febre ou complicações; - Não têm tratamento específico. É recomendada apenas a hidratação, repouso e o uso de medicação para tratar os sintomas, como por exemplo, analgésicos e antitérmicos; - Não há vacina para resfriado comum. Gripe: - São causadas pelo vírus Influenzae; - Podem ser mais graves, provocar febre, dores musculares, queda do estado geral e causar infecção respiratória grave, assim como complicações bacterianas secundárias; - Em casos graves (Síndrome Respiratória Aguda Grave), os vírus podem ser detectados em secreção respiratória através de métodos específicos e são prescritos medicamentos antivirais. - Representam um risco para saúde, principalmente em grupos específicos (crianças, gestantes, indígenas, pessoas com problemas de imunidade e com outras doenças do coração, pulmões, diabetes, além dos obesos. Estas pessoas têm maior chance de apresentar uma complicação clínica, com quadro pulmonar grave ou pneumonias bacterianas secundarias ao processo); - Podem ser prevenidas através de vacinação. Medidas preventivas para as duas doenças: - Mantenha a higiene constante das mãos; - Evite lugares fechados, sem ventilação; - Orientação quanto à toilette da tosse: cobrir a boca durante o processo de tossir e espirrar; - Vacine-se contra gripe.

13 de maio

Menopausa

Uma questão de saúde que todas as mulheres terão que enfrentar é a menopausa. Para algumas, os sintomas são mais amenos, já para outras, os calores, a dificuldade para pegar no sono, dores de cabeça, nervosismo e a diminuição da libido impactam significativamente a rotina e a qualidade de vida. Tudo isso acontece devido à diminuição gradativa da produção de hormônios femininos. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a idade média em que a mulher brasileira chega à menopausa é de 48,1 anos e também que quanto antes ela menstrua, mais cedo entra na menopausa e maior é a frequência dos sintomas. O Dr. André Arruda, coordenador do Departamento de Ginecologia do Hospital Vera Cruz, esclarece informações sobre o tema de nossa quinta e última reportagem especial relacionada à saúde da mulher. Veja as orientações do especialista: O que é? Menopausa é um evento fisiológico pelo qual todas as mulheres entre os 45 e 55 anos passam. Sua principal característica é a suspensão definitiva da menstruação. O período que antecede a menopausa é o climatério, uma fase de transição do período fértil para o não reprodutivo em que os ovários vão deixando de produzir os hormônios femininos estrogênio e progesterona. Sintomas Ondas de calor, também chamadas de fogachos, insônia, sudorese noturna, ressecamento da pele e da vagina, irritabilidade, depressão, diminuição da libido e irregularidade no ciclo menstrual, são os principais sinais que aparecem no climatério. Já com a última menstruação e a chegada efetiva da menopausa, esses sintomas tendem a ser acentuados. “A maioria das mulheres sofre com os sintomas, mas há algumas pacientes que têm o privilégio de não ter incômodo algum nessa fase”, afirma Dr. André. Diagnóstico Os exames clínicos feitos em consultórios pelo ginecologista e alguns exames laboratoriais de sangue, como o de dosagem do hormônio folículo estimulante (FSH), LH e estradiol, são os mecanismos para diagnosticar a menopausa. Tratamento Há duas formas de tratamento para os períodos do climatério e da menopausa. Medicamentos naturais e fitoterápicos, atividade física regular e alimentação saudável são algumas alternativas para tratar apenas os sintomas. Já para as mulheres que são muito sintomáticas, geralmente é prescrito o tratamento com reposição hormonal, que consiste na suplementação dos hormônios que param de ser produzidos pelos ovários. Esse tratamento dura cerca de cinco anos e pode ser combinado com antidepressivos. Importante frisar que há estudos que indicam a probabilidade de a reposição hormonal aumentar o risco de câncer de mama, por isso a mamografia anual é fundamental. “Nem todas as pacientes podem usar a reposição hormonal. Quando há histórico familiar de câncer de mama, trombose e AVC, geralmente não é prescrito”, completa Dr. André.

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