Anticorpo para o Vírus Sincicial Respiratório – agora disponível na maternidade! - Blog - Hospital Vera Cruz

27/02/2025

Anticorpo para o Vírus Sincicial Respiratório – agora disponível na maternidade!

Vera Cruz Hospital inova e é o primeiro no Brasil a aplicar o anticorpo VSR (Vírus Sincicial Respiratório) na maternidade, fornecendo proteção adicional a um grupo de risco para infecções respiratórias.

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O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das causas mais comuns de infecções respiratórias. Ele pode causar problemas em qualquer idade, e usualmente eles são pouco graves (como nariz entupido ou escorrendo, tosse, dificuldade para respirar e febre). Os problemas ocorrem quando esse vírus ataca grupos de risco, como crianças, idosos e bebês, e nesses casos a doença pode gerar consequências muito graves, como bronquiolite, pneumonia e até mesmo insuficiência respiratória.

Em crianças menores de 2 anos, estima-se que o VSR seja a causa de bronquiolite em cerca de 75% dos casos, e de pneumonia em até 50% dos casos.

Muitos pais e mães ‘conhecem’ bem o VSR. Bebês que ficaram doentes por causa dele podem apresentar sintomas muito preocupantes, como dificuldade de respirar e até uma coloração azulada nos dedinhos e na boquinha, necessitando de auxílio pediátrico e médico imediato – incluindo internação, com fornecimento de oxigênio. São cenas nada agradáveis para os novos pais e que marcam o início da vida de muitas crianças. Felizmente, na enorme maioria dos casos, o desenrolar é positivo. O susto, todavia, fica para sempre na memória.

Atualmente, já há maneiras de se proteger contra o VSR e garantir maior proteção imunológica, inclusive para os grupos de risco. E o Vera Cruz Hospital inova mais uma vez, sendo pioneiro no Brasil na proteção de bebês ainda na maternidade! Saiba mais sobre o vírus, a doença que ele causa e as proteções disponíveis hoje.

Hospital Vera Cruz - Blog - Anticorpos Monoclonais na Maternidade - Painel 1

 

Conhecendo o VSR, um vírus que você (provavelmente) já teve!

O VSR é considerado um vírus comum, que se espalha com enorme facilidade de pessoa para pessoa, e pode ser contraído por contato tanto com pessoas infectadas quanto com superfícies ou objetos contaminados.

Ele causa, na maior parte dos casos, sintomas respiratórios considerados ‘leves’ (apesar de desagradáveis), porém é importante reforçar que ele tem potencial de ser perigoso para os grupos de risco.

A infecção por VSR em bebês pode ser muito séria. Estima-se que de 1 a 2% dos casos em bebês com menos de seis meses exija internação, com suplementação de oxigênio e até mesmo uso de sonda alimentar. A boa notícia é que a maior parte dos casos, mesmo estes mais graves, se resolve favoravelmente e em poucos dias.

O VSR é especialmente problemático porque ele não gera ‘imunidade de longo prazo’. Em outras palavras, dificilmente uma pessoa ficará doente por VSR apenas uma vez na vida. Na primeira vez, a doença pode ser mais forte; nas reinfecções seguintes, a tendência é de os sintomas serem mais leves.

Estudos apontam que quase todas as crianças são infectadas com VSR pelo menos uma vez até os 2 anos de idade. Esse é o ‘primeiro contato’ com o vírus, que pode resultar em sintomas mais desagradáveis e duradouros. Depois disso, as novas infecções ao longo da vida costumam ser mais brandas.

Justamente por ‘exigir’ bastante do sistema imune, o VSR é potencialmente perigoso para alguns grupos de risco, que têm a imunidade mais fraca. Bebês – que possuem um sistema imune ainda ‘em construção’ – e pessoas imunocomprometidas, como idosos ou portadores de algumas doenças crônicas, podem ficar seriamente doentes por causa dessa infecção.

Cerca de 95% dos atendimentos de casos de VSR são para crianças de 0 a 04 anos – uma idade que, como todos os pais bem sabem, é bastante complicada, repleta de infecções e doenças recorrentes! É nesta fase que o sistema imune mais trabalha, ‘aprendendo’ como lidar com patógenos e carregando estas lições para toda a vida.

 

Quais são os grupos de risco para o Vírus Sincicial Respiratório?

São considerados grupos de risco para desenvolver formas mais agressivas de doenças causadas pelo VSR:

  • bebês que nasceram prematuros
  • bebês com menos de 06 meses de vida
  • bebês que nasceram com comorbidades pulmonares e cardíacas, fibrose cística, problemas neuromusculares, problemas nas vias aéreas, imunocomprometidos ou com síndrome de Down
  • crianças no geral
  • idosos, especialmente aqueles com:
    • distúrbios cardíacos congênitos ou crônicos
    • doenças pulmonares crônicas
    • diabetes
    • distúrbios renais, hepáticos ou hematológicos

 

COVID ‘bagunçou’ o surgimento do VSR

Os casos de Vírus Sincicial Respiratório sempre tiveram pico no outono e no inverno – por isso, ele era considerado um dos ‘vilões’ que aparecem quando o tempo esfria. Nos últimos anos, todavia, percebeu-se um aumento nos números de casos ‘fora de época’ (ou seja, no verão e na primavera, durante os meses mais quentes do ano). O que estaria acontecendo?

Médicos e epidemiologistas acreditam que isso seja um dos efeitos indiretos da COVID-19. Isolamento social, falta de ida às escolas, esquemas diferentes de vacinação e modificações na saúde geral da população geram efeitos até hoje nos padrões de outras doenças respiratórias.

Para o VSR, é possível que o isolamento social seja uma das principais causas das mudanças observadas. Crianças que passaram anos longe da escola e da convivência com outras crianças acabaram não entrando em contato com o vírus – e, com isso, não desenvolveram imunidade. Quando as regras de distanciamento social se abrandaram a partir de 2022, o número de casos aumentou (chegaram, inclusive, a sobrecarregar serviços médicos em todo o mundo), assim como as notificações da doença fora de época.

 

Quais são os sinais e sintomas de infecção por Vírus Sincicial Respiratório?

Na grande maioria dos casos, o VSR causa desconforto, com sintomas similares aos de uma gripe. O adoecimento é leve e pode ser tratado com repouso, hidratação, alimentação mais frequente e medicamentos de farmácia (como paracetamol) para controlar sintomas indesejados (como a febre).

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Sintomas de VSR

 

  • São similares ao do resfriado comum: tosse, espirro, febre, coriza / secreção nasal, mal-estar.
  • Pode surgir também dor de cabeça, dor de garanta e falta de apetite.
  • Na maior parte dos casos, os sintomas se resolvem sozinhos, em poucos dias.
  • Sinais preocupantes incluem febre alta, tosse fora do comum e dificuldade para respirar (notada como respiração mais rápida e curta ou com chiado no peito). Em bebês, a dificuldade para mamar também pode ser notada. Nesses casos, a infecção pode ter atingido estruturas mais ‘profundas’ do sistema respiratório, como brônquios e alvéolos, exigindo intervenção médica.

Casos graves de Vírus Sincicial Respiratório resultam em bronquiolite (que é a inflamação dos bronquíolos, delicadas estruturas pulmonares responsáveis pela entrega de oxigênio nos pulmões) e pneumonia, esta principalmente em bebês prematuros e/ou com menos de 01 ano.

Em bebês, um dos sinais mais ‘assustadores’ para pais e mães é perceber uma coloração azulada nos dedos e lábios, decorrente da menor oxigenação sanguínea. Esse sinal pode surgir de um a dois dias após se perceber uma piora na tosse e maior dificuldade em respirar. Nem é preciso dizer: nesses casos, procurar ajuda médica imediata se faz mais que necessário.

Dados do SIVEP-Gripe indicam que, no Brasil, de 2020 a 2022, mais de 30 mil casos de doenças graves causadas pelo VSR foram registrados. Em idosos a partir de 60 anos, em 2022, a letalidade entre os casos de síndrome respiratória aguda grave causada por VSR for de 21%.

 

Como se proteger do VSR?

Medidas básicas de higiene – aquelas mesmas que aprendemos durante a pandemia da COVID-19 – também podem ser aplicadas na prevenção de VSR: lavar bem as mãos ao longo do dia e não levá-la à boca ou aos olhos, evitar ambientes fechados, evitar espaços com aglomeração de pessoas (especialmente no inverno) e manter o distanciamento se estiver apresentando sintomas de infecção respiratória ou gripe, como tosse e coriza, são importantes estratégias de proteção.

Vale lembrar que não há um tratamento específico contra a VSR. Os casos são cuidados de acordo com a gravidade dos sintomas.

Nos últimos anos, começaram a ser comercializadas vacinas contra o VSR, ainda não disponíveis de forma generalizada. Há duas atualmente disponíveis, todas elas para adultos. Ambas são focadas no público idoso (60 anos ou mais), e uma delas (aprovada há menos de um ano pela ANVISA, em abril de 2024) pode ser usada também em gestantes (entre 24 e 36 semanas), fornecendo proteção tanto para a mãe quanto para o bebê.

A principal proteção contra o VSR em bebês e recém-nascidos, hoje, são os anticorpos monoclonais (saiba mais sobre o termo logo a seguir). Eles impedem que o vírus se hospede nas células humanas e são uma forma segura e eficiente de cuidar dos mais jovens.

O Vera Cruz Hospital é o primeiro no Brasil a aplicar o anticorpo VSR na maternidade, o que ajuda a prevenir até 80% dos casos de infecções respiratórias em bebês nos 06 primeiros meses de vida. O anticorpo também está disponível para bebês nascidos em outras unidades hospitalares (que não o Vera Cruz), a partir dos 29 dias de vida até 01 ano de idade. Com isso, garante-se uma importante proteção adicional contra o VSR desde os primeiros dias.

Hospital Vera Cruz - Blog - Anticorpos Monoclonais na Maternidade - Informacoes adicionais

 

O que é um anticorpo monoclonal?

Anticorpos monoclonais são anticorpos produzidos em laboratório, ‘cópias’ de anticorpos que nosso sistema imune produz quando encontra um determinado patógeno. Com já ‘estão prontos’, eles aceleram o processo de proteção do corpo contra infecções, ‘acelerando’ o trabalho do sistema imune e fornecendo proteção direta contra os invasores (enquanto o sistema imunológico ainda está aprendendo a lidar com a invasão).

Essa tecnologia é bastante segura, particularmente por causa de sua alta especificidade (eles são sempre específicos a uma doença). Efeitos adversos são praticamente inexistentes, e as taxas de proteção costumam ser altas.

No caso do Vírus Sincicial Respiratório, os anticorpos monoclonais impedem o processo bioquímico de fusão da membrana do vírus com as células humanas. É durante esse processo que o VSR ‘adentra’ as nossas células, para utilizá-las como unidades de multiplicação. Ao inibir o processo, o vírus não consegue se multiplicar, ficando mais fácil para o sistema imune combater as cópias restantes do vírus.

 

Para mais informações sobre anticorpos monoclonais para VSR, entre em contato com o Hospital Vera Cruz pelo telefone (19) 3751.3770, opção 4, ou pelo WhatsApp (19) 99788.9625.

  

HVC - Perfis de Médicos - Posts - Dra. Michelle Marchi de Medeiros - FEV25

 

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